Categorias
Tapete Vermelho Textos

#TBThread – Casamento Real, Príncipe Harry com Meghan Markle

As threads de moda masculina sempre foram uma marca registrada do meu perfil no Twitter. Comecei a comentar os eventos de tapete vermelho para falar de como os homens estavam vestidos e os seguidores gostavam bastante. Foi quando eu comecei a postar com mais frequência sobre o assunto que surgiu a ideia desse site e do podcast. Para relembrar os Fios e deixar registrado aqui no site que nasceu o #TBThread.

Casamento Real, Príncipe Harry com Meghan Markle

Em setembro de 2018 aconteceu o segundo casamento real da era do twitter, do Príncipe Harry e da atriz Meghan Markle. Confira os looks abaixo que selecionei na época.

Patrick J. Adams (Mike de Suits): Com uma vestimenta bem tradicional, deixou a cor transparecer em sua gravata. Além da gravata bordô, também destaco o pocket square (lenço de bolso) branco em ponta. Por ser um traje clássico, temos o colete profundo, típico do traje formal, com abotoadura lateral. Clássico.

Gabriel Macht (Harvey em Suits): Paletó azul marinho, colete cinza, calça em cinza escuro e gravata combinando com o vestido da esposa. Achei uma ótima a combinação que evita ser tediosa. O pocket square clássico branco na dobra chamada “presidencial”.
Teve variação de cor, mas sem sair do figurino.

Marcus Mumford: Aqui temos uma variação do colete. A calça cinza em risca e o paletó e o colete azul bem escuro. Gravata prateada com um prendedor e um lenço de bolso pontudo. Um toque final com o Rayban Clubmaster para suportar o sol.

James Blunt: Três fotos, porque primeiro pensei ser um paletó preto, mas depois finalmente me conformei que é um azul bem escuro. Colete claro para entrar em contraste e uma gravata azul clara. Calça cinza para não errar. Sem lenço de bolso. You’re beautiful, it’s true.

Sir Elton John e o marido David Furnish: Aqui quem deu show foi David. Sir Elton está com um paleto pouco alinhado, manga longa demais e com muito “volume” em geral. Gravata azul e pocket square bem colorido (usando a dobra “puff”). O estilo extravagante de Elton John é conhecido e nem é isso que procuro apontar aqui, mas sim os detalhes que passaram despercebidos para alguém que usa o visual como marca, as mangas do paletó não podem cobrir o pulso dessa maneira.

Ainda sobre David Furnish, marido de Sir Elton John: Colarinho branco e camisa azul bem clara com estampas. Gravata e pocket square cheio de vida. Seu paletó está bem melhor ajustado que o de seu marido. Curiosidade: camisa “pinned collar”, enquanto John usa colarinho inglês.

Santtu Seppälä (quem? Marido da Sarah Rafferty, a Donna de Suits): Sem ousadia. Calça cinza em risca. Sapato Derby preto. Tuxedo azul escuro e vest (colete) cinza. Gravata em um azul claro, bem interessante.

O que mais chama atenção é o colete amarelo (deve ser bege) do cara de trás! (curti!)

Chegou a vez de James Corden: Confesso que esperava bem mais dele por causa da sua personalidade e carisma. Mais um kit azul escuro e calça cinza. Sem lenço de bolso e um colarinho bem pontudo no paletó. O colete em um cinza um pouco mais claro e uma gravata em cinza chumbo.

Tom Hardy completamente careca (tomara que ele tenha uma desculpa): O que chama atenção em seu conjunto monocromático azul são os detalhes na gravata, o colete de cinco botões.

Ron Hoffman, o Louis de Suits: Colarinho americano, calça e colete em cinza escuro – gostei bastante desse colete! Paletó azul bem escuro e uma gravata em azul mais claro. Clássico e sem lenço de bolso.

Idris Elba: Apostou no clássico e acertou. Um detalhe é para a profundidade do seu colete, com apenas dois botões. Impecável.

O marido da Amal Alamuddin, também chamado de George Clooney: Mr. Clooney usa um costume cinza claro com camisa light blue e gravata e pocket square amarelo com branco – fazendo combinação com o vestido de Amal. O look mais moderno (e americano) dos apresentados aqui.

Agora dois pequenos destaques: O marido da Selena em excelente caimento e o colete do marido da Pipppa Middleton.

E o 2° melhor homem vestido, Nacho Figueiras (jogador de polo!?), paletó de abotoadura lateral, camisa com colarinho em contraste, gravata escura e o único a usar um loafer no pé.

Agora sim, David Beckham: Cinza escuro nas camadas exteriores, cinza mais claro na interior. Gravata cinza bem escura. Pocket square branco. Ah, e o detalhe matador: corrente do relógio de bolso. Perfeição.

Considerações finais: Beckham não é novidade ele estar fantástico. Rayban Clubmaster é uma tendência que nunca morrerá.

Categorias
Blog Textos

O estilo de Michael Jordan nos anos 1990

A série documental “O Último Arremesso” da ESPN, que está disponível na Netflix, fez muito mais que chamar a atenção para o extraordinário Chicago Bulls dos anos 90. Trouxe de volta o interesse no maior jogador de basquete da história e certamente o mais influente do mundo esportivo: Michael Jordan. Ele foi um dos grandes responsáveis pela virada midiática da NBA, sendo o primeiro a personificar o conceito de atleta-celebridade, rendendo não apenas nas quadras mas também em merchandising. Feito que Ronaldo (Nazário ou Fenômeno. Você escolhe o nome) tentou replicar no futebol, com algum sucesso, em parceria com a mesma Nike que patrocinava o atleta do Chicago Bulls.

MJ ajudou a forjar a imagem do careca no esporte. Incrementou também o bigode fino e permitiu o uso de estampas e tons terrosos.

Uma coisa que me chamou a atenção foi os looks de MJ. Na moda masculina, a influência do streetwear, que nasceu nos anos 80, invadiu com seriedade o dia-a-dia da década de 90. As roupas de “ginástica” deixaram de ser apenas para as práticas esportivas e se tornaram grifes, como Nike e Adidas. Por influência desses atletas, as roupas foram ficando maiores, foram alargando, influenciando e sendo influenciadas pela cultura afro-americana, principalmente do hip-hop.

(Eu sei que eu deveria explicar um pouco como a moda masculina mudou ao longo dos anos e que isso iria ajudar muito para vocês entenderem o que isso significa, mas a gente não tem tempo o suficiente para isso. Então apenas confie.)

Acompanhando o documentário, noto como é incrível ver as mudanças em Jordan, de garoto novato alinhado para super-atleta e referência global. Muitos falam mal do que Jordan veste, principalmente pelos jeans loose-fit, mas não consideram que reflete muito o que ele é, um afro-americano gigante de 2 metros de altura. E, apesar de ser influenciado por seu meio, ele nunca deixou de fazer as suas escolhas. Ainda sobre o documentário, se percebe a construção do jogador como essa personalidade, desde os tênis – Air Jordan – até as marcas que representa.

Michael Jordan no talk Show The Tonight Show with Jay Leno em 1997.

O atleta influencer

Mais jovem, um Jordan usando jeans bem alinhados e camisa. O cabelo curto e o inicio da era Nike.

Michael Jordan superou a imagem de atleta de ponta e abraçou o papel de influenciador muito antes do termo ganhar popularidade.

Dizem que um dos grandes motivos para ele usar roupas oversized é a vergonha de parecer estranho por ser tão alto – até hoje em dia, ele ainda não abandonou o estilo. Outra questão relevante da época é que o traje social começou a perder relevância para um estilo mais largado, casual, o que inevitavelmente acabou alterando a forma como os ternos eram construídos. Foi como se uma geração inteira tivesse esquecido de como se vestir socialmente e as proporções tivessem ficado difusas.

O que se vê então? Um Michael que se permite experimentar, ousar e errar. Influenciando e sendo influenciado pelo que existe disponível no imaginário da época.

Foi MJ que deu a primeira chacoalhada no estilo dos atletas da NBA ao começar a dar suas coletivas vestindo – gigantescos – trajes sociais, criando a impressão de ser maior do que realmente era. Não que dois metros de altura seja pouco, mas estamos falando dos padrões da NBA aqui.

Aqui temos um Michael Jordan em um gigantesco traje que remete muito aos que são usados na Índia e no Paquistão. Ao lado dele, está Pernalonga promovendo o filme Space Jam.

Ah, isso sem falar do único brinco dourado na orelha. O legado cultural dele foi realmente gigante em todos os sentidos. A persona de Michael Jordan na moda masculina é muito parecida com sua trajetória esportiva. Ele se entregou completamente e pensou junto todos os detalhes. Sem medo de usar cores, sem medo de estampas, sem medo de arriscar, mergulhou de cabeça e resolveu jogar o jogo. Com vitórias e derrotas.

A única dúvida que fica é: por que ele ama tanto ternos de 4 botões?

Categorias
Blog Textos

Filtro de Instagram: Erro no Vestuário!

Olá, amigos! Como vocês estão?

Anuncio para os leitores e ouvintes do podcast que temos nosso primeiro filtro de instagram, “Erro no Vestuário!” ou “Qual erro de vestimenta masculina vc é?”.

Como fica o filtro no instagram!

A ideia era um filtro para brincar com os erros malucos que muitos caras cometem no dia a dia e por vezes não se tocam. Vai de tênis de corrida fora de atividade física, carteira gigante e cheia, até os clássicos gravata curta e longa demais.

A ideia é um filtro para se divertir, dar risadas e de quebra aprender o que evitar.

Então siga @faneinbox no instagram, clique na aba de filtros e brinque a vontade. Não esqueça de me marcar!

Categorias
Blog Textos

O Estilo Masculino do filme Entre Facas e Segredos

Um filme visualmente agradável com uma história de suspense que envolve descobrir se alguém da família é responsável pela morte do patriarca morto em seu aniversário. Poderia ser o plot de um clássico de Agatha Chirstie ou Sherlock Homes, mas é o filme Entre Facas e Segredos, ou Knives Out no original. Um longa inspirado nos clássicos do estilo de mistério policial, com um elenco de qualidade e de fácil reconhecimento.

Além do filme em si, o que encantou também foi o estilo dos personagens do diretor Rian Johnson e é disso que vou brevemente abordar aqui. A responsável pelo figurino foi Jenny Eagan e ela destacou que cada personagem possui sua vestimenta característica, isso já mostra como o trabalho foi pensado.

Vou focar aqui no personagem que mais me chamou atenção, o Detetive Benoit Blanc que foi interpretado por Daniel Craig. Essa mudança de figurino para Craig me pareceu muito divertida, pois é muto diferente do 007, papel que estou acostumado em a ver o ator. Saem de cena os trajes completos e o black-tie já que o detetive particular lida com um mistérios muito menores que os do agente secreto do MI6. Então no lugar de ataques nucleares ou vilões que pretendem privatizar a água do mundo, o novo personagem de Craig enfrenta um crime familiar e bem mais discreto.

Calça de alfaiataria, suspensórios, gravatas floridas, lenço de bolso e paletós de lã. Esse é o kit básico do personagem no filme. 

As cores aqui aparecem, mas nos detalhes. Paletó e calças estão em verde, mas é nas gravatas que a vestimenta ganha “vida”. E mesmo sendo o acessório mais chamativo, ainda sim é discreto, como manda a profissão. 

O lenço de bolso é outro item que trás característica para a roupa, tirando do mesmismo simplista. Além de poder ser funcional para várias atividades.

O personagem de Daniel Craig gosta que suas calças fiquem alta na cintura, então aderiu ao suspensório. Em um estilo retro, com puxadores presos na calça, ajuda a manter a simetria e proporcionalidade ao olhar.

A gravata para dentro da camisa é um detalhe pratico usado quando se está em alguma atividade que deve se ter cuidado. Por exemplo, ao ter de arrumar algo no motor do carro, ter de fazer alguma limpeza ou mesmo ao estar ao ar livre e com muito vento. 

Quando se fala da alfaiataria que Benoit Blanc veste, é algo mais perto do clássico do que o moderno. Mas ainda assim, existe ares de modernidade. 
As calças, como já disse, são usadas altas e a barra é italiana, essa barra aparente dobrada para “fora”. Roupa de inverno geralmente é levemente mais solta, também. 

Outro detalhe digno de nota são as golas das camisas do detetive. Todas são pontudas com o colarinho inglês que o distingue dos outros detetives, repare na foto abaixo.

Daniel Craig com a gola pontuda, Lakeith Stanfield com uma gola tradicional francesa. Percebam a diferença.


Como repetir esse look no Brasil?

Falando de Brasil, replicar esses looks se torna difícil pelo clima. O filme se passa em uma temporada de frio e isso é fácil de notar pela vestimenta. Mesmo que nós no Brasil também tenhamos frio em algumas regiões, dificilmente é mais de um mês seguido.
Mas isso não significa que não possamos pegar emprestados alguns elementos como as gravatas florais e a fuga do preto e do azul na paleta de cores do detetive. As meias coloridas e o sapato Oxford também são itens fáceis de replicar.

Eu nem vou começar a falar dos outros personagens que são igualmente intrigantes na forma de se vestir. Veja o filme, que além do figurino, vale a pena.

Enfim, os filmes são grandes pontos de partida para quem quer mudar o visual ou incrementar novos detalhes. Tanto pro dia-a-dia quanto para datas específicas.

Categorias
Blog Textos

O estilo dos atores de Chaves em 1974

Recebi do querido amigo Maurício Trilha, também conhecido como o maior fã de Chaves e Chapolin que conheço, imagens da trupe do programa antes de um voo em 1974.

Fiquei realmente impressionado com a elegância do grupo, que na ocasião estava iniciando uma viagem para a Nicarágua, sua primeira viagem internacional da turnê do Chespirito.

Aqui nessa imagem, em primeiro plano, Ramón Valdes (o Seu Madruga), logo atrás Edgar Vivar (o Seu Barriga), e também o Roberto Bolaños (o Chaves).

Primeiro quero falar do look de Ramón e nos itens que duram até hoje.
A boina: Vai e volta de moda, como todo chapéu. Perdeu lugar para bonés (que são completamente casuais e esportistas), mas tem retornado ao seu lugar de direito.
O paletó claro: Estou cada vez mais fã desse tipo de paletó claro. Funcionam principalmente para serem usados de dia.
A camisa de “bolinhas”: Essas bolinhas são chamadas de polka dots, estão muito frequentes atualmente e, vejam só, em 1974 já eram usadas.
A gravata: É o item mais “datado” da vestimenta de Ramón. As gravatas dessa época são mais largas, mas o importante aqui é a “coesão” em misturar estampas que o Seu Madruga teve, camisa de bolinas e gravatas de listras colocando por cima um paletó “liso”.

O que mais me perturba é essa gravata solta, mas certamente o contexto deve explicar o motivo já que eles estavam dando autógrafos e falando com a reportagem.

A camisa de Edgar Vivar é chamativa. Uma camisa dessas nos anos 90 iria parecer até brega, mas hoje voltou ao homem ser permitido ter camisas felizes e com cores. Ainda bem. Eu usaria ela hoje, sem dúvida nenhuma.

Como me foi comentado no Twitter, Roberto Bolaños parece Al Pacino em Scarface. Essa gola por cima do casaco, que parece ser um paletó de brim escuro, ficou um retrato de sua época. Uma daquelas modas ousadas que virou referência de seu tempo.

Carlos Villagran, o Quico, aparece ao fundo com um paletó bege quadriculado com riscas escuras. Uma camisa azul e uma gravata azul mais escura. Normalmente eu não gosto de camisas mais escuras que o paletó, acho que ficam um pouco estranhas e chamam atenção de um jeito pouco positivo.

Uma coisa que não venceu ao tempo: as golas das camisas.
Todas são grandes demais para os padrões de hoje. Se tu ver os paletós também possuem lapelas grandes. Lapela grande não é a regra atualmente, mas ainda se encontra por ai em determinados momentos. Agora, essas golas de camisa não se encontram mais. Só em fantasias.

Falando em acessórios, Quico e Seu Barriga estão de óculos. Quico usando um Aviador e Seu Barriga com um Wayfare. São clássicos que podem e são atualizados com o passar das décadas, mas ainda são clássicos.

Muita coisa dessas imagens sobreviveram ao tempo, o que mostra que a moda é cíclica. Mesmo possuindo evolução, a história é sempre reverenciada. Mesmo nesses looks ousados, mesmo para a época, é possível encontrar paralelos no que faz sucesso hoje em dia. Essa camisa do Seu Madruga é possível encontrar em lojas de departamento. Não exatamente igual, mas a ideia. O conceito. Com uma gola que seja mais referente aos dias de hoje e provavelmente com as bolinhas menores. Porque a tecnologia da moda mudou e evoluiu e deve ser muito mais fácil fazer bolinhas pequenas hoje.

Abaixo deixo o vídeo que deu origem às imagens. Veja como Florinda também está elegante usando amarelo e de chapéu. Chapéu que é uma moda feminina que está em retorno constante.

Essa publicação nasceu no twitter, me segue lá @faneinbox.

Me segue no instagram também: @faneinbox.

Você já conhece o podcast do Fane Alinha?

O Fane Alinha é um podcast para falar de estilo e moda masculina, debatendo o tema e falando de conceitos. O conhecimento transforma (o seu guarda-roupa).

No Spotify, na Itunes ou na sua plataforma preferida de podcasts.

Espero que gostem das abordagens e aguardo o feedback no emailtwitter e instagram.